Brasil piora em ranking de combate à corrupção em 2019

O Índice de Percepção de Corrupção (IPC) mostrou que o Brasil caiu uma posição no ranking mundial de percepção da corrupção em 2019, repetindo a pior nota no estudo, elaborado pela organização Transparência Internacional, divulgado na madrugada desta quinta-feira (23).

O país passou a ocupar 106ª posição no IPC, após registrar nota 35, a mesma de 2018.Produzido desde 1995 pela Transparência Internacional, O Índice avalia 180 países e territórios. Estes são avaliados por uma escala que vai de 0 (país percebido como muito corrupto) a 100 (muito íntegro). Quanto melhor a posição no ranking, menos o país é considerado corrupto.

Para o líder do Podemos na Câmara, deputado federal José Nelto, o presidente Jair Bolsonaro precisa retomar a pauta de combate à corrupção, para que a situação seja revertida.

“O presidente Jair Bolsonaro precisa reencontrar a pauta moralizadora de combate à corrupção e à violência. Essa foi uma pauta do presidente durante a campanha”, disse o líder.

Segundo a Transparência Internacional, o retrocesso no Brasil se deve a fatores como a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que praticamente paralisou o sistema de combate à lavagem de comportamento antiético, com a suspensão do uso de relatórios do Coaf sem autorização judicial; a crescente interferência política do presidente Bolsonaro nos chamados órgãos de controle e a aprovação de legislação que ameaça a independência dos agentes da lei; e a aprovação de leis que possibilitaram menor controle sobre as campanhas eleitorais.

“Diante desse fato, a imagem do Brasil fica muito ruim no exterior. Precisamos retomar essa pauta. O governo tem o apoio do Podemos no combate à corrupção, à violência. Acredito que se trabalharmos com transparência total, estaremos dando um passo rumo ao combate à corrupção. Continuo defendendo a prisão em 2ª instância, a autonomia da Polícia Federal, do COAF e do Ministério Público. Precisamos de uma justiça célere e eficiente. É uma vergonha nacional e internacional essa nota adquirida pelo Brasil”, conclui José Nelto.