CPI da Pandemia: “O povo brasileiro merece toda a verdade e não uma parte”, alerta o senador Eduardo Girão

Durante a sessão de instalação da CPI da Pandemia, o senador Eduardo Girão (CE), autor do requerimento que ampliou o escopo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar repasses da União a estados e municípios, defendeu que a CPI não vire palanque de eleições para 2022.

“É muito importante que a gente não deixe projeto de poder nenhum ofuscar o trabalho dessa CPI, seja de membros que estão aí no xadrez político, até presidenciáveis para 2022, seja conflito de interesses na relatoria”, cobra o senador.

Para o senador a CPI será a oportunidade de dar respostas aos brasileiros que sofrem com os efeitos das crises econômica e sanitária causadas pela pandemia da Covid e de punir os atos de corrupção que porventura sejam encontrados.

“A população está acreditando nesta CPI no sentido de que, realmente, ela vai prestar um serviço equilibrado. O povo quer saber disso. O povo se mobilizou para que nós tivéssemos esse pedido aprovado pela maioria dos Senadores, que foi um pedido de nossa autoria”, afirma o parlamentar.

O senador Eduardo Girão fez um apelo aos demais membros da CPI para que todos os entes federativos sejam investigados.

“Não faço jogo de Governo, não faço jogo de oposição, mas eu acredito que a gente vai precisar provar com trabalho, com dados. Porque prejulgamentos nós já tivemos, isso é fato e está na mídia. O povo brasileiro não merece isso de nós, ele quer a verdade e toda a verdade, não apenas uma parte”, defende o parlamentar.

Na CPI da Pandemia, o senador Omar Aziz (PSD-AM) assume a presidência, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) será o vice-presidente e Renan Calheiros (MDB-AL) foi confirmado como relator. O senador Eduardo Girão atuará como titular e o senador Marcos do Val (ES) será suplente.

A instalação da CPI da Pandemia acontece diante do registro de mais de 392 mil mortes por Covid em todo país. Dados da Polícia Federal mostram que, desde o início da pandemia até o mês de março de 2021, foram realizadas 76 operações no Brasil para investigar contratos suspeitos de desvios em estados e municípios, e os dados estimam mais de R$ 2 bilhões em recursos públicos desviados.