Deputado José Nelto, líder do Podemos, quer discutir abertura de mercado financeiro no país

O líder do Podemos na Câmara, deputado federal José Nelto-GO, vai apresentar requerimento para convidar o presidente o Banco Central, Roberto Campos Neto, para discutir os rumos da política econômica do governo. O parlamentar quer debater propostas para o futuro do Brasil, entre as quais, uma profunda reforma Tributária e um plano para o desenvolvimento. O Brasil está à beira de uma recessão – em um processo conhecido como estagnação econômica, onde o desemprego atinge mais de 13 milhões de pessoas e, como consequência, provoca desalento para milhares de famílias de norte a sul do país.

O presidente do Banco Central deve ser convidado para discutir os rumos da economia na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), onde o líder do Podemos pretende colocar em debate os juros cobrados dos brasileiros e as altas taxas cobradas dos clientes que estão entre os mais altos do planeta. Um dos argumentos do parlamentar para promover a abertura do mercado financeiro, a exemplo do que fazem os EUA.

Segundo o parlamentar, é preciso pensar o Brasil com soluções urgentes que saia do intenção e vá direto para a prática. O Congresso, alerta do deputado, tem papel fundamental na oxigenação das propostas, mas é preciso que a equipe econômica do atual governo apresente um “projeto de governo capaz de tirar o país da estagnação e retorne a rota o desenvolvimento e, principalmente, na criação de empregos.”

Sobre a reforma da Previdência, a mãe de todas as reformas, José Nelto, lembra que agora é hora do congresso avaliar quem realmente está interessado no futuro do Brasil, ou quem está apenas pautado no discurso vazio e “eleitoreiro”.

Com relação as reformas Econômicas o deputado pretende discutir com os economistas do Banco Central um caminho para acabar com o que considera um “cartel de bancos” que dominam o mercado e aviltam o correntistas com juros astronômicos e serviços de péssima qualidade. O Brasil é o paraíso da agiotagem internacional onde apenas 85% dos depósitos se concentram em meia dúzia de bancos. Os Juros do cartão de crédito no Brasil e do cheque especial e as altas taxas cobradas dos clientes atingem patamares escandalosos. O que os bancos ganham só com a cobrança das taxas superam os orçamentos dos ministérios da Educação e Saúde o que, evidentemente está fora de qualquer condição econômica razoável. Isso é o resultado da concentração dos serviços, que no país estão divididos em apenas 5 grandes bancos. A solução passa pela independência do Banco Central do Brasil, avalia o deputado.

O deputado federal, José Nelto, é titular da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU), Defesa do Consumidor e do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados, além de participar de Comissões de Fiscalização Financeira e Controle e Meio Ambiente.