Eduardo Girão defende a Lava Jato e a investigação de integrantes do Judiciário

O senador Eduardo Girão, em pronunciamento no Plenário, na sessão desta quinta-feira (03/10), criticou a omissão do Senado na apuração de irregularidades envolvendo integrantes do Poder Judiciário. O senador do Podemos do Ceará apontou como exemplo dessa afirmação a recusa de se criar a CPI dos Tribunais Superiores e de se aceitar a abertura de processo de impeachment de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal.

Girão destacou a importância do STF para a democracia, papel que pode ficar comprometido, na opinião dele, com a permanência de alguns ministros contra os quais pairam dúvidas quanto à correção no trabalho.

Eduardo Girão ainda destacou a importância de a sociedade continuar mobilizada em torno da operação Lava Jato. Na opinião do senador, há um empenho de integrantes dos três Poderes da República para enfraquecer o trabalho de cinco anos da força-tarefa.

“É um ataque sem precedentes, porque, há cinco anos, a operação Lava Jato tem feito um bem danado a essa nação. Eu, inclusive, estou aqui por ela. Me inspirou, essa operação Lava Jato, feita por grandes brasileiros que tiveram a coragem, a ousadia de fazerem o seu trabalho. Foram R$13 bilhões do povo brasileiro recuperados até agora. Mas a gente sabe que isso é a ponta do iceberg. Tem muito mais dinheiro para recuperar”, disse o senador.

Por fim, Girão exaltou o trabalho do ministro da Justiça, Sergio Moro, ao registrar o recebimento de uma máscara do ministro dada por manifestantes na Praça dos Três Poderes.

“A esse cara a gente deve muito. Com a coragem dele, com a ousadia, ele mudou a história deste país com decisões patrióticas, com base na lei e que estão fazendo a diferença até hoje. Precisa ser fortalecido no trabalho que está fazendo”, ressaltou o senador Eduardo Girão.

(com informações da Agência Senado)

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado