José Nelto cobra colaboração dos bancos para atendimento à população durante a pandemia do Coronavírus

O deputado federal José Nelto (GO) critica a atuação dos bancos no país durante a crise do coronavírus. Em uma “live” transmitida pelas redes sociais,  o parlamentar cobrou das instituições bancárias juros mais baixos, empréstimos com prazo de pagamento estendido e liberação de créditos para pessoas físicas e empresas. O objetivo é garantir suporte e atendimento à população brasileira, que sofre com os impactos causados pela pandemia.

O parlamentar explicou que muitas vezes as instituições financeiras oferecem descontos, abatimentos em taxas, mas isso na prática não acontece.

“Você vê pessoas indo ao banco e precisando de recursos nesse momento de crise. Eles veem a oferta, chegam lá e não conseguem acesso ao valor que precisam. E sabe por quê? É que os bancos fazem propaganda de juros baixos e não realizam. Isso é um desrespeito com o povo, que mais do que nunca, precisa de dinheiro para emergências como as causadas devido à pandemia do coronavírus. O povo não pode ser enganado”, criticou o deputado.

Durante a transmissão, o líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR), autor do projeto de lei que congela as taxas de juros em 20% ao ano para cartões de crédito e cheque especial, reforçou a crítica à atuação dos bancos na crise.

“É uma situação muito complicada essa questão do acesso ao crédito no Brasil. Os cidadãos pagam 300%, 600%, nem sabemos mais quanto de taxas e juros. A verdade é que os bancos devem colaborar e nós como parlamentares devemos apresentar opções e cobrar continuamente”, acrescentou o senador.

Os parlamentares lembraram que, o Podemos, em ação no Supremo Tribunal Federal, conseguiu a suspensão da cobrança da tarifa do cheque especial.

Outro ponto abordado pelos parlamentares foi sobre a impressão de novo dinheiro por parte do Banco Central para aquecer a economia. Ambos concordaram que essa pode ser uma opção viável, mas ponderaram que são necessários estudos e planejamento para a execução. E que no primeiro momento, devem ser priorizadas ações para acesso e desburocratização do crédito para os brasileiros e para as empresas.