Lasier Martins afirma que o Brasil tem pressa na votação da reforma da Previdência

“O Brasil tem pressa para essa reforma da Previdência, e temos a responsabilidade de tratar de um assunto relevantíssimo que está nas ruas, que se comenta em toda a parte, de cujas indagações são muitas”. A afirmação foi feita pelo senador Lasier Martins, do Podemos gaúcho, em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (20/02). O senador detalhou alguns pontos da proposta de reforma da Previdência entregue pelo presidente Jair Bolsonaro ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Para Lasier Martins, a “tão esperada reforma da Previdência” promete equilibrar as contas da União e dos estados e, ao mesmo tempo, eliminar distorções e injustiças do sistema atual, que exclui ou não beneficia os mais pobres.

“É indispensável a reforma da previdência. Poderemos debater detalhes, mas é preciso achar uma fórmula de diminuir os déficits deste País. Conforme os cálculos do Ministério da Economia, no ano que vem, em 2020, o déficit da Previdência pulará de R$ 219 bilhões para R$ 221 bilhões. Se corrermos os anos, daqui a dez anos, em 2029, isto é, daqui a dez anos, o déficit que hoje é R$219 bilhões, lá, em 2029, será de R$425 bilhões. Isto preciso ser resolvido com urgência”, afirmou o senador.

No seu pronunciamento, o senador Lasier Martins citou alguns pontos da reforma, mas destacou a definição de uma idade mínima para aposentadoria.

“A proposta que chega é de 62 anos para as mulheres e 65 para os homens. Para todos os beneficiários, será exigido um tempo de contribuição mínimo de 20 anos. E, ao fim dos períodos de transição, acabará de vez a possibilidade de aposentadorias por tempo de contribuição. Também não tenho dúvidas de que as discussões no Congresso relacionadas à reforma da previdência, de onde virão os aperfeiçoamentos dela, vão se concentrar no tema da transição, que afetará a vida de milhões de brasileiros, na expectativa de se aposentarem em um futuro não muito distante”, declarou Lasier.

O senador do Podemos lembrou ainda que os casos excepcionais, como dos militares, professores, policiais, precisam ser muito discutidos antes da aprovação final.