Léo Moraes sugere atendimento psicológico para ajudar no combate à Covid-19 

Nesta segunda-feira (08), o líder do Podemos na Câmara, deputado Federal Léo Moraes, protocolou a indicação 633/2020, sugerindo ao Ministério da Saúde a oferta de suporte psicológico às pessoas que dele necessitarem em razão dos efeitos advindos do isolamento social, decorrente da pandemia da Covid-19. Indicação é o instrumento legislativo aprovado pelo Plenário ou pela Mesa Diretora cuja finalidade é a de sugerir que outro órgão tome determinadas providências.

O isolamento social tem sem mostrado como a medida mais eficaz para se conter o alastramento do novo coronavírus. Embora haja uma corrida entre cientistas de vários países para descobrir possíveis remédios ou vacinas, o desenvolvimento de um fármaco eficiente pode demorar até 18 meses para ficar pronto. No entanto, o isolamento social pode causar alterações psicológicas importantes na população.

Para o parlamentar de Rondônia, o enfrentamento de uma crise como esta, nunca antes vivenciada, traz efeitos psicológicos negativos, que certamente prejudicam toda a população.

“Sabemos que o Ministério da Saúde já disponibilizou atendimento aos profissionais do SUS, mas queremos que esse tipo de atendimento seja estendido a todas as pessoas que dele precisarem”, afirmou Léo Moraes.

De acordo com a psicóloga e professora do curso de Psicologia da Universidade de Passo Fundo (UPF), Me. Maristela Piva, são muitos os efeitos que essa situação pode provocar. “Enfrentar uma crise como essa que estamos vivendo, sem precedentes na nossa história, obviamente traz efeitos psicológicos negativos e aí a gente observa que surgem os sintomas, como: stress pós-traumático, sintomas depressivos, sentimentos de tristeza, ansiedade, medo”, comenta.

Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), no início do mês de maio, 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes devido à pandemia de covid-19. O presidente da ABP, Antonio Geraldo da Silva, diz ter alertado o governo sobre o surgimento da “quarta onda”, que é a das doenças mentais, como resultado dos impactos que a pandemia traria nos atendimentos e na saúde mental da população.