“Mais um tiro na sociedade”, alerta presidente Nacional do Podemos sobre isenção da alíquota de importação para revólveres e pistolas

A decisão do governo federal de isentar a alíquota de importação para revólveres e pistolas, em meio à crise econômica e sanitária causada pelo coronavírus, não foi bem recebida por parlamentares no Congresso Nacional.

A presidente Nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), classificou o posicionamento como “mais um tiro na sociedade”. Para a parlamentar os brasileiros vivem momento delicado e outros setores deveriam ter prioridade no que se trata da isenção de taxas.

“Carne, arroz, gás de cozinha fora da realidade do bolso de grande parte da população, combustível caríssimo, remédios com custo inacessível … Em vez de pensar em zerar essas tarifas visando o bem estar do povo, flexibiliza o acesso às armas”, rebate Renata Abreu.

Dados do último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que até o mês de novembro deste ano os alimentos estão 12,14% mais caros.

A parlamentar destaca preocupação com os impactos que podem ser causados pela medida.

“No estresse em que se encontra a sociedade, seja por causa da pandemia ou pela extensa crise econômica do país, teremos mais atritos resolvidos com uns apontando armas para os outros, mais feminicídios e mais balas perdidas matando nossas crianças. Lamentável”, avalia a deputada.

Atualmente, a alíquota de importação de revolveres e pistolas é de 20%. A medida passa a valer a partir de janeiro 2021.