MEC: Para parlamentares do Podemos, novo ministro deve valorizar a educação, professores e incentivar inovação tecnológica nos métodos de aprendizagem

Após a saída de Abraham Weinbtraub do Ministério da Educação, na última quinta-feira (18), parlamentares do Podemos consideram que o perfil ideal do novo ministro seja de alguém que valorize a educação e os professores. Os deputados e senadores são unânimes em afirmar que a educação é o principal caminho para transformar o Brasil num país com menos desigualdade.

O futuro indicado para o MEC será o terceiro ministro a ocupar o cargo no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Presidente da Comissão Especial da Câmara que discute o Novo Fundeb, o deputado federal Bacelar (BA) defende que o novo ministro esteja alinhado à defesa da educação brasileira de forma integral.

“O principal ministério do país tem que ser comandado por alguém que valorize, antes de tudo, a educação brasileira e os professores, profissionais fundamentais para a construção de um país justo e soberano. É preciso ser plural, respeitar a liberdade de cátedra e construir políticas públicas que ensinem nossas crianças, jovens e adolescentes a serem cidadãos capazes de formarem sua própria visão de mundo”, avalia o parlamentar.

O deputado espera que o novo ministro compreenda a necessidade da aprovação do Novo Fundeb. Atualmente, o Fundeb corresponde a 63% do financiamento de toda educação básica do país, mas a lei em vigor tem prazo até o dia 31 de dezembro de 2020.

“É preciso investir e colocar como pauta prioritária a aprovação do Novo Fundeb, que é principal fonte de financiamento da educação básica. Nossos alunos merecem”, cobra o deputado.

Para o senador Styvenson Valentim (RN), o novo ministro deve ter proximidade com o ambiente escolar e conhecer as necessidades e os gargalos da educação brasileira.

“O ideal para novo ministro é que ele conheça a educação como um professor, aluno, ou pai conhecem a educação pública. Que ele não conheça apenas pelas teorias, mas também pela prática. Que traga soluções inovadoras para vencer o desafio da educação que se mostra ainda envelhecida que não acompanhou a evolução da sociedade em tecnologia e métodos de ensino”, observa o senador.

Além dos pontos de metodologia de ensino e recursos, o senador lista outros pontos a serem trabalhados pelo novo ministro.

“É preciso que o novo ministro conheça todos os problemas que englobam a educação. Traga soluções para a violência que o aluno sofre, para péssima alimentação, para os baixos salários dos professores. Espero que o novo escolhido possa conhecer esses problemas e trazer soluções”, acrescenta o Styvenson Valentim.

Educação sem ideologias

O deputado federal José Nelto (GO) espera que o novo gestor não “politize” decisões na área, nem atenda apenas aliados do governo.

“Espero que o novo ministro a ser indicado pelo Presidente da República possa continuar debatendo a educação com a sociedade brasileira, não transformando a educação numa questão ideológica, se é de esquerda ou de direita. A educação tem que ser boa para todos independente de lado político”, adverte o deputado.

Na opinião de Nelto, os ensinos fundamental e superior são duas áreas que merecem atenção do novo ministro.

“Temos que ter bons mestres, bons professores que possam realmente mudar a nossa educação. Este é o papel da universidade que queremos. Não pode transformar as universidades em escolas ideológicas. E o ensino fundamental também tem que ser priorizado com a implementação de escola integral, com salário digno para os professores e alimentação para as crianças. Só assim, o Brasil irá sair desse fosso de desigualdade social”, defende o parlamentar.

Para investir em melhorias na educação, Nelto sugere que o Governo recorra à utilização de fundos de dividendos, lucros e também valores do pré-sal.