Para Styvenson, doação de funcionários comissionados a partidos estimula a corrupção

O senador Styvenson Valentim manifestou nesta quarta-feira (17/04), em discurso, sua posição contrária à doação a partidos políticos feitas por servidores em cargo em comissão. A emenda supressiva apresentada pelo seu partido, Podemos, foi rejeitada no dia anterior pelo Plenário por 36 votos a 16. O PL 1.321/2019, que altera na Lei dos Partidos Políticos regras referentes à prestação de contas das legendas, volta agora para nova análise da Câmara dos Deputados.

“Sou contra permitir doação a partidos de pessoas físicas que exerçam função ou cargo público de livre nomeação e exoneração, ou cargo ou emprego público temporário, seja ele filiado a partido ou não. Não acho correto. Essa prática é corrosiva”, afirmou o senador, para quem a prática estimula a corrupção na máquina pública.

Styvenson Valentim também disse ser possível concorrer um cargo eletivo sem grandes estruturas de campanha. Ele mencionou o seu próprio exemplo, que sem estrutura de partido, tempo de TV, dinheiro, ou outros recursos utilizados, venceu a eleição contra outros candidatos que usaram estruturas tradicionais.

“Não dá para competir com quem tem muito dinheiro? Eu competi com candidatos que tiveram milhões gastos em campanhas. Não foi pouco, não. Foi muito dinheiro colocado. Dinheiro não ganha eleição, não, TV não ganha eleição, não”, disse o parlamentar.

(com informações da Agência Senado)

foto: Luiz Wolff