Podemos defende alterações no projeto da Previdência

A bancada do Podemos defende alterações no texto da reforma da Previdência e a necessidade de uma maior discussão entre autoridades do governo e sociedade. Para isso, os deputados Diego Garcia e Léo Moraes propuseram que a Comissão Especial realize, entre outras, audiências com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário especial de Reforma da Previdência, Rogério Marinho, representantes da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), membros da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE) e com o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.

“Precisamos ampliar o debate sobre o tema e lutar por uma reforma que proteja os menos favorecidos”, afirma Diego Garcia.

O deputado Léo Moraes reforça que o Podemos tem ressalvas quanto ao texto atual proposto pelo governo Jair Bolsonaro, embora o partido compreenda a necessidade de aprovação da proposta.

“Vamos defender o interesse da população e do Estado brasileiro, e não o interesse do governo. Discordamos de muitos pontos, temos que adequar o BPC, a questão do trabalhador rural, dos servidores públicos”, diz.

Outro ponto sensível para o partido tem sido garantir proteção aos professores. A deputada Renata Abreu, presidente do Podemos, cobra a permanência da aposentadoria especial para a categoria.

“Precisamos valorizar essa classe tão essencial para termos uma Educação de qualidade. E não se consegue Educação de qualidade sem dar condições melhores a esses profissionais responsáveis pela formação das outras profissões”, declarou Renata, lembrando que a aposentadoria especial do professor foi uma conquista da classe nos anos de 1980, obtida através deu uma emenda do senador Alvaro Dias (Podemos-PR).

Nesta quinta-feira (25), foi instalada a comissão especial que analisará a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro (PEC 6/19). Se aprovada na comissão especial, a proposta de reforma da Previdência será analisada pelo Plenário da Câmara em dois turnos de votação. A aprovação exigirá pelo menos 308 votos. Caso isso aconteça, o texto seguirá para o Senado.