R$ 80 milhões: “Redução de salários e verbas indenizatórias dos parlamentares poderia ser usada no combate ao coronavírus”, afirma líder do Podemos

Desde o início da pandemia do coronavírus, o Podemos defende a redução de subsídios de congressistas e das verbas indenizatórias destinada à manutenção das atividades políticas dos parlamentares. O recurso seria direcionado à área da saúde para medidas emergenciais.

Somados os cortes propostos de 50% para subsídios, verbas indenizatórias e auxílios dos deputados e senadores será possível aplicar no combate ao novo vírus em até R$ 80 milhões.

Desse total, seriam R$ 30 milhões a partir da redução salarial  dos 594 parlamentares, e mais R$ 50 milhões em cortes da verba indenizatória e auxílios.

O líder do Podemos na Câmara, deputado federal Léo Moraes (RO), explica que este é um momento de colaboração mútua entre todos os poderes para a defesa dos brasileiros.

“É preciso cortar na própria carne e isso não é demagogia. O agente político deve apresentar soluções imediatas e dar bom exemplo”, avalia o parlamentar.

Para o deputado Roberto de Lucena (SP) a mobilização dele e dos demais pares do partido demonstra o comprometimento em oferecer à nação meios para vencer a luta contra o COVID-19.

“Mais do que nunca estamos cumprindo o nosso papel, diante deste que é um dos maiores desafios que o nosso País já enfrentou. A população brasileira merece nosso respeito e apoio”, considera o parlamentar.

A deputada Patrícia Ferraz (AP) acredita que a atitude pode colaborar com a diminuição dos impactos causados pelo novo vírus.

“Sou representante do povo. É pelas pessoas que luto. Então, destinar 50% do meu salário para investimento na saúde nesta fase crítica é prioridade. Quanto mais alternativas oferecermos, menos a nossa população sofrerá”, analisa Patrícia Ferraz.

Os deputados Léo Moraes e José Medeiros (MT) também comunicaram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que vão abrir mão de metade do valor das verbas indenizatórias, dinheiro que é usado para custeia despesas de material gráfico, combustíveis, passagens, consultorias e outras finalidades.

“Não é a primeira vez que falamos e apresentamos a necessidade de cortar recursos de nossas atividades. Quanto mais retirarmos mordomias e gastos desnecessários, mais estaremos legitimados para defender a nossa sociedade”, constata Léo Moraes.

Segundo Medeiros, o objetivo de todos nesta ação é contribuir para a proteção das pessoas, mas também o de enviar mensagem aos demais representantes públicos.

“A quantia que repassaremos por mês não resolverá todos os problemas desta crise, mas se isso inspirar os demais deputados e senadores já vamos ter uma quantia mais relevante. O mesmo vale para Judiciário e demais poderes”, comentou.

De acordo com cálculos de Medeiros, se a medida dos cortes na verba indenizatória for efetivada pelos membros do Legislativo, o enfrentamento à pandemia terá acrescido de R$ 10 milhões.

O líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR), afirma que destinação das verbas e cotas para o combate à pandemia é outra medida eficaz. Segundo ele, a economia pode chegar a R$ 50 milhões, em três meses.