Renata quer gás de cozinha mais barato e na cesta básica

Você sabe quais produtos compõem a cesta básica? Carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. E em breve mais um item pode entrar nessa lista: o gás de cozinha! Essa é a proposta da deputada Renata Abreu (Podemos-SP) que, por meio do seu Projeto de Lei 2045/2019, que já tramita na Câmara dos Deputados, quer incluir o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), fundamental no preparo de alimentos nos lares brasileiros, no rol da cesta básica.

“Essa proposta repercute significativamente no orçamento das famílias de baixa renda, tornando o produto mais barato e acessível”, explica a parlamentar.

A forma mais comum de comercialização no varejo é o botijão de 13 kg, destinado exclusivamente ao uso residencial e que responde pela maior parte das vendas de GLP no país através dos pontos de revenda. Neste ano, o preço tem variado de R$ 60 a R$ 100, dependendo da localidade. “Preço que fica cada dia mais inacessível ao bolso de boa parte das famílias brasileiras. Incluído na lista de produtos da cesta básica, não tenho dúvidas que haverá significativa redução ao consumidor final, ou seja, o povo”, afirma Renata.

O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, falar em reduzir o preço, mas daqui a dois anos. Segundo ele, o preço do chamado BTU (unidade de medida do gás) custa US$ 12 no Brasil, enquanto que no Japão e na Europa é de US$ 7. Esses países, de acordo com Guedes, não têm produção de gás e importam o produto da Rússia. Nos Estados Unidos, que têm produção de gás, o preço é de US$ 3 por BTU. Durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o ministro afirmou que o preço é mais alto no Brasil devido ao monopólio da Petrobras no refino do produto e na distribuição. “É preciso quebrar o monopólio”, disse Paulo Guedes. “Daqui a dois anos, o botijão vai chegar pela metade do preço na casa do brasileiro”, prometeu ele.

Até lá é melhor garantir o preço justo colocando mais rapidamente o gás de cozinha entre os itens da cesta básica do país, que mede se o poder de compra do salário mínimo consegue suprir as necessidades alimentares básicas de uma pessoa durante um mês. No Brasil, a quantidade de cada ingrediente varia de acordo com a tradição alimentar de três grandes áreas: Região Sudeste, Sul/Centro-Oeste e Norte/Nordeste.

O PL 2045/2019 de Renata Abreu será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramitará em regime conclusivo, não precisará passar por votação em plenário. Aprovada nas comissões, vai direto para o Senado.

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil