Transparência e interesse público: Parlamentares do Podemos consideram correta divulgação do vídeo pelo STF

Parlamentares do Podemos avaliam que a divulgação do vídeo da reunião ministerial, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira (22), fortalece a democracia. Para eles, transparência é sempre o melhor caminho, embora reconheçam que a análise de mérito sobre o conteúdo caiba ao Poder Judiciário.

Para o deputado federal José Nelto (GO), é preciso que todos os fatos sejam esclarecidos e que a divulgação atende ao interesse público.

“Não pode haver dúvida quanto aos atos do Presidente de uma República democrática. O momento é gravíssimo e preocupante. Não pode haver trocas e concessões para acobertar crimes. Os brasileiros têm que saber de tudo”, assinala Nelto.

Para o deputado Igor Timo (MG), a população brasileira tem direito de conhecer a verdade.

“Acredito ser muito relevante para o país ter conhecimento dos assuntos tratados pelo presidente, Jair Bolsonaro, haja vista que todos os membros que participaram do encontro são agentes públicos. E se os assuntos não comprometem ninguém, o povo brasileiro tem o direito de saber, caso contrário, as instituições competentes precisam atuar e tomar as devidas providências”, explicou Igor Timo.

O senador Styvenson Valentim lembra que transparência e publicidade são mais que “princípios constitucionais”.

“É uma obrigação da administração pública. É imprescindível para que a população saiba o que acontece nos bastidores da política. É importante, uma vez que, devemos obedecer o pensamento de que tudo é do povo e para o povo”, defende o senador.

Eduardo Braide (MA) afirma que a decisão de Celso de Mello foi a melhor opção.

“Sou a favor da divulgação. A verdade e a transparência sempre são o melhor caminho”, avalia o deputado.

As acusações de tentativa de interferência na Polícia Federal, contra o presidente Jair Bolsonaro, foram citadas pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante seu pedido de demissão.  Em depoimento, Moro apontou que as provas para sua denúncia poderiam ser confirmadas no vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril. Nesta reunião, segundo Moro, teria ficado evidente a tentativa de Bolsonaro de interferir no trabalho da Polícia Federal.

“O presidente queria alguém que ele pudesse ligar, colher informações, relatório de inteligência. Seja o diretor, seja o superintendente. E, realmente, não é o papel da Polícia Federal se prestar a esse tipo de função”, afirmou Sergio Moro, no dia que apresentou seu pedido de demissão do Ministério da Justiça.